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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Série de Estudos sobre o Livro do Apocalipse - 2ª parte


por: José Augusto de Oliveira Maia
25.08.2014


Uma visão da glória de Deus 


No capítulo quatro do Apocalipse, João descreve uma visão que teve da glória de Deus no céu; é muito importante o final deste capítulo, pois ele apresenta de forma clara Deus como criador de todas as coisas, e que tudo que existe, só existe por que Deus quer; isso lhe dá autoridade para julgar o mundo, e conduzir as coisas conforme Sua vontade; em outras palavras, Deus é soberano, e ninguém pode lhe fazer oposição sem enfrentar sua ira e receber seu castigo (Apocalipse 4:1 a 11).

Uma visão de Jesus Cristo 

Após ter visto a glória de Deus, João tem uma segunda visão, que começa descrevendo um livro em forma de rolo, na mão de Deus; como todo livro, nela havia coisas escritas, mas que só poderiam ser lidas após sua abertura. Porém, o livro estava selado; na época da visão do Apocalipse, os livros em formato de rolo eram o padrão, e dependendo do caso, poderiam receber, na sua borda exterior, selos de cera; assim, o rolo que João viu na mão de Deus estava selado, e o conteúdo deste rolo não poderia ser lido, pois não se encontrava ninguém que pudesse romper os selos e revelar seu conteúdo (Apocalipse 5:1 a 4). 

Então, um dos personagens que João viu na glória de Deus, um homem idoso (ancião), apresenta a João alguém digno de romper os selos, ou seja, alguém que poderia revelar o conteúdo deste rolo; ele é apresentado com os títulos de Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, nomes que diziam respeito a elementos da cultura judaica antiga. João vê alguém que ele descreve como “um Cordeiro que parece ter estado morto”; ele aproximou-se e recebeu diretamente da mão de Deus o rolo; e ao recebê-lo, os personagens presentes na glória de Deus reconhecem publicamente que o Cordeiro que recebeu o rolo da mão de Deus era digno de abri-lo; da mesma maneira, anjos do céu honram este mesmo Cordeiro; e depois, João descreve que todas as criaturas no mundo honram este mesmo Cordeiro (Apocalipse 5:5 a 14). 

Este Cordeiro é Jesus Cristo (João 1:29). E o que o tornou digno de receber o livro e abrir os seus selos, foi o fato de ter sido morto em prol da salvação da Humanidade, oferecendo a si mesmo para Deus como um sacrifício que Ele poderia aceitar, para perdoar os pecados da Humanidade (Apocalipse 5:9). Através de seu sacrifício na cruz, Jesus Cristo passou a ser o único digno de revelar a vontade de Deus à Humanidade, ou seja, o único capaz de reaproximar o ser humano pecador de Deus. 

O Cordeiro abre os selos 

Uma das coisas que mais desperta curiosidade nas pessoas sobre o Apocalipse de João, é descobrir o significado das diversas visões simbólicas que João narra, a ordem dos fatos, e principalmente, entender se já aconteceram, se estão acontecendo, ou se ainda irão acontecer; esta curiosidade fica ainda maior a partir do capítulo 6. 

Porém, como as visões de João são simbólicas, é muito difícil interpretá-las de forma cem por cento segura e precisa; assim, todo o comentário que será feito aqui procura ser bastante cuidadoso, buscando na verdade a mensagem principal das revelações do Apocalipse. Tentar ir muito além disso é especulação muito perigosa, que pode levar as pessoas ao erro e a muitas decepções. 

Quando o Cordeiro,  Jesus, começa a romper os selos do rolo,  o primeiro selo revela um cavalo branco, cujo cavaleiro é apresentado usando uma coroa, como um vencedor determinado a vencer.

No conjunto dos quatro cavaleiros do Apocalipse, a cor é fundamental: vermelho para a guerra, preto para a fome, amarelo para a morte; não seria diferente para o branco, que interpretado à luz de outras passagens do Apocalipse onde esta cor aparece, pode seguramente ser associado a Jesus Cristo e a aspectos do Reino de Deus (Apocalipse 1:14; 2:17; 3:4, 5, 18; 4:4; 6:11; 7:9, 13; 14:14; 19:11, 14; 20:11); assim, uma interpretação plausível para o cavalo branco pode ser  a mensagem do Evangelho, pregada primeiramente por Jesus Cristo, depois por seus apóstolos, saindo pelo mundo e conquistando pessoas para Deus; esta interpretação pode ser apoiada por Mateus 24:14 e Marcos 13:10, onde o Evangelho aparece sendo pregado a todas as nações, antes do fim  (Apocalipse 6:1 e 2). (1) 

O segundo selo apresenta um cavalo vermelho, cujo cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra, fazendo com que os homens se matassem uns aos outros; é o símbolo da guerra, e também pode ser interpretado como sinal dos conflitos sociais e da violência ao longo da História (Apocalipse 6:3 e 4). 

A abertura do terceiro selo traz um cavalo preto, e seu cavaleiro traz uma balança; uma voz é ouvida dizendo: “Um quilo de trigo por um denário; e três quilos de cevada por um denário, e não danifiquem o azeite e o vinho!” (O denário equivalia ao pagamento de um dia de trabalho para um trabalhador braçal). Este cavalo preto e seu cavaleiro representam escassez (Apocalipse 6:5 e 6). 

Após a abertura do quarto selo aparece um cavalo amarelo, cujo cavaleiro chama-se Morte, e é seguido pelo Hades (palavra grega que corresponde ao Inferno); no texto, a Morte atinge as pessoas pela guerra, pela fome, por pragas e por animais selvagens (Apocalipse 6:7 e 8).


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 (1) - LADD, George "Apocalipse - introdução e comentário", Ed. Vida Nova, 1ª ed. 1980, reimpressão 2011, pg. 73 - 75



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Série de Estudos sobre o Livro de Apocalipse - introdução

por: José Augusto de Oliveira Maia
07.08.2014







A partir deste texto, estaremos apresentando uma série de estudos bíblicos baseados no Livro do Apocalipse; esta série foi primeiramente estudada na Igreja Batista da Lapa, em São Paulo, no ano de 2.008, com base no comentário bíblico de George Ladd, publicado pela Editora Vida na série Cultura Bíblica.

O Apocalipse do Apóstolo João é um livro que contém inúmeras figuras, algumas de difícil interpretação; sendo assim, não é prudente tentar interpretar o significado delas isoladamente, o que pode induzir o leitor a erro; o caminho mais seguro é concentrar-se na mensagem fundamental do livro, e interpretar suas figuras de modo conjunto e contextualizado no próprio texto do livro, bem como com toda a Bíblia.

Considerações iniciais sobre o Livro de Apocalipse

Tradicionalmente, o Livro do Apocalipse, presente nas Bíblias aceitas tanto por católicos quanto por evangélicos, é atribuído ao apóstolo de Jesus Cristo chamado João, filho de um homem chamado Zebedeu. O Apocalipse foi escrito por volta do ano 95 d. C., quando Domiciano era imperador romano; o ambiente não era muito positivo para os cristãos daquele final do primeiro século, pois eram perseguidos pelas autoridades do governo; por conta desta perseguição, João estava preso em uma ilha do Mar Mediterrâneo, chamada Patmos (veja Apocalipse 1:9).

No primeiro capítulo, João dirige-se a sete igrejas localizadas em sete cidades na região da Ásia Menor, onde hoje é a Turquia; ele dedica este trabalho como uma mensagem especial a elas (Apocalipse 1:4 - 8), que receberão também uma correspondência individual, que consta no próprio Apocalipse.

Sete cartas para sete igrejas

A primeira carta, dirigida à igreja da cidade de Éfeso, mostra-nos uma igreja muito zelosa pelos ensinos da fé cristã, e que suportou uma grande perseguição (Apocalipse 2:1 a 3); sobre a repreensão de ter abandonado seu primeiro amor (Apocalipse 2:4), podemos ter uma ideia de como esta igreja fora mais fervorosa antes do que na época em que João escreve, olhando alguns trechos de outra carta escrita a eles, pelo apóstolo Paulo, por volta do ano 62 d. C. (Efésios 1:5; 2:11 a 13, 19, 20; 4:1 a 3, 25).

Sobre os nicolaítas presentes nesta igreja, eram pessoas que, apesar de se reunirem com aquela comunidade cristã, praticavam a prostituição, dizendo que isso não era pecado, e queriam ensinar outras pessoas daquela comunidade a fazerem a mesma coisa. Aqueles da igreja em Éfeso que eram cristãos verdadeiros odiavam esta práticas (Apocalipse 2:6).(*)

A segunda carta, dirigida à igreja da cidade de Esmirna, fala a uma igreja que recebeu muitas graças da parte de Deus (Apocalipse 2:9); é mais uma igreja que suportou fielmente a perseguição; a comunidade é estimulada a permanecer fiel até a morte, mesmo debaixo da violenta perseguição que continuaria sofrendo (Apocalipse 2:10); o bispo daquela igreja, Policarpo, foi martirizado no ano 155 d. C..

A igreja da cidade de Pérgamo, a quem João dirige sua terceira carta, era mais um exemplo de uma comunidade cristã fiel a Deus, apesar da perseguição; também tinha em seu meio nicolaítas, e pessoas que ofereciam sacrifícios aos deuses pagãos romanos (Apocalipse 2:12 a 17).

Os nicolaítas eram uma presença negativa tanto em Éfeso quanto em Pérgamo, onde encontramos a presença dos seguidores de Balaão, praticantes da idolatria e de imoralidades sexuais; no caso específico de Pérgamo, parece que as práticas dos dois grupos se assemelhavam, conforme II Pedro 2:9 - 22.

Historicamente, Eusébio, bispo de Cesareia (270 - 340), cita os nicolaítas em sua obra "História Eclesiástica", escrita no século IV, fazendo referência a Clemente de Alexandria (155 - 225), apologeta cristão, que em sua obra "Stromateis" diz que Nicolau, diácono da igreja (Atos 6:5), teria entregue sua esposa à prostituição; Eusébio afirma que outros seguiram sua prática em prostituição, daí serem chamados de nicolaítas; ainda segundo Eusébio, tal grupo durou pouco tempo, e as informações disponíveis são escassas.

F. F. Bruce, em seu "Comentário Bíblico NVI", interpreta literalmente "nicolaítas" como "seguidores de Nicolau", mas considera o Nicolau diácono apenas como uma hipótese levantada não só por Clemente de Alexandria, mas também por Irineu (130 - 200); sobre as práticas do grupo, "aparentemente eles afrouxaram as condições estabelecidas pela carta apostólica de Atos 15:20, 29", relativa à idolatria, à imoralidade sexual, e a comer carne com sangue; tais práticas podem ser comparadas em Apocalipse 2:14, 15.

Em sua quarta carta, dirigida à igreja da cidade de Tiatira, João elogia a igreja como uma comunidade fiel e esforçada; infelizmente, também era perturbada pelos nicolaítas e por outros falsos cristãos, e por isso, eles receberam a ordem de se manterem fiéis aos ensinos cristãos que tinham recebido (Apocalipse 2:18 a 29).

Ao contrário das cartas anteriores, a quinta carta, dirigida à igreja de Sardes, mostra uma igreja diferente das outras; apesar de aquela comunidade ter uma boa fama entre os cristãos, a palavra de Deus a ela é de repreensão, pois ela não é fiel como deveria ser; isso mostra que o julgamento de Deus é diferente do nosso, pois Ele enxerga coisas que nós humanos não percebemos. A comunidade é advertida a arrepender-se, seguindo o exemplo de uns poucos membros que eram fiéis, aos quais é prometida a vida eterna com Deus e Seus anjos (Apocalipse 3:1 a 6).

A igreja da cidade de Filadélfia, a qual João escreve sua sexta carta, é uma igreja que mesmo em meio a muitas dificuldades, permaneceu fiel a Deus; falsos judeus que perseguiam aquela igreja receberam castigos de Deus; e a comunidade recebe a promessa da proteção de Deus, e um estímulo a permanecer no Seu caminho (Apocalipse 3:7 a 13).

Já na cidade de Laodiceia, temos uma comunidade que, apesar de se chamar cristã, vive enganando a si mesma, mas não engana a Deus; por isso, os membros daquela comunidade são advertidos a mudar de vida e serem fiéis a Deus (Apocalipse 3:14 a 22).

O conjunto das cartas escritas a estas igrejas reflete a mensagem central do Apocalipse; um juízo de Deus sobre toda a Criação é esperado, trazendo redenção final para a Igreja de Cristo, e um castigo definitivo para a Humanidade rebelde; sendo assim, aqueles que são fiéis a Deus são encorajados à perseverança, sob a promessa da felicidade eterna ao lado de Deus; em contraposição a isso, os rebeldes são exortados ao arrependimento e abandono de uma vida de pecado, convertendo-se a Deus, sob o risco de sofrerem a ira de Deus e a condenação eterna ao lago de fogo (Apocalipse 20:7 a 15).

(*) - sobre as práticas dos nicolaítas, consultei as seguintes fontes: LADD, George "Apocalipse - introdução e comentário", Ed. Vida Nova, 1ª ed. 1980, reimpressão 2011, pg. 32, 37 - 39; BRUCE, F. F. "Comentário Bíblico NVI", Ed. Vida Nova, pg. 2.223; SANTOS, João Batista Ribeiro "Dicionário Bíblico", Ed. Didática Paulista, 2006, pg. 343, 344


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sábado, 21 de junho de 2014

Hipocrisia, religiosidade externa e o Reino de Deus

por: José Augusto de Oliveira Maia
21.06.2014

ESTUDO SOBRE O CAPÍTULO 6 DO 
EVANGELHO DE MATEUS

O capítulo 6 do evangelho de Mateus costuma aparecer em nossas Bíblias dividido em 5 partes:
* A ajuda aos necessitados
* A oração
* O jejum
* O tesouro no céu
* As preocupações da vida

Jesus começa este trecho do chamado "Sermão do monte" com uma advertência: "Tenham o cuidado de não praticar suas 'obras de justiça' diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial." (6:1). Esta advertência de Jesus claramente toca na ostentação de uma religiosidade externa, e da rejeição que Deus faz dela.

A seguir, Jesus cita três exemplos interessantes dessa religiosidade externa: a prática de esmolas (6:2 - 4), a oração (6:5 - 15) e o jejum (6:16 - 18). Estes três exemplos guardam entre si alguns elementos em comum:

* a hipocrisia
* a recompensa 
* o segredo
* ser visto

De fato, Jesus ressalta que a preocupação do hipócrita não é a prática destas chamadas 'obras de justiça', nem o objetivo delas (Deus, e no caso das esmolas, o próximo); a preocupação dos que agem hipocritamente é a plateia, o ser visto pelos outros, e a honra que estes lhes tributam. Como sua recompensa está na autopromoção, satisfeito este objetivo, nada mais há para receber.

O cuidado em rejeitar a autopromoção é simbolizado pela ação discreta da mão direita, despercebida até pela mão esquerda, companheira de trabalho tão próxima; também está presente na porta fechada do quarto, e no cuidado com a aparência durante o jejum; isto não são formas de fazer, mas ilustram a rejeição da autopromoção, recompensa dos hipócritas, e a busca pela glória de Deus, que vê igualmente em segredo tanto o discreto ato de piedade quanto a hipocrisia daquele que busca a autopromoção, e retribui a justa recompensa, tanto a um, quanto a outro.

Seguindo pelo capítulo, em 6:19 - 24 Jesus nos adverte contra a preocupação com tesouros terrenos, em detrimento dos tesouros celestiais; enquanto os primeiros são destruídos pela ferrugem e roubados pelos ladrões, os últimos são eternos (II Coríntios 4:18; Colossenses 3:1 - 3).

A autopromoção através da religiosidade externa é o tesouro dos hipócritas, que eles acumulam neste mundo; seus olhos, em trevas, cobiçam este tesouro, e eles tentam servir a dois senhores; no entanto, virá o momento em que terão que escolher entre um e outro. Estes são os que se preocupam somente com os aspectos materiais desta vida; seus valores são trocados, e dão pouco valor às suas almas!

Por fim, Jesus conclui esta parte do sermão em 6:25 - 34, dizendo onde devem estar nossas verdadeiras e mais urgentes preocupações; diferente dos hipócritas e religiosos de plantão, nosso foco não deve estar nos aspectos materiais da vida, nem nas honras deste mundo, objetivo dos pagãos e hipócritas, mas no Reino de Deus e Sua Justiça! O Pai celestial, o mesmo que vê em segredo, supre as reais necessidades dos que põem o Reino de Deus em primeiro lugar.

Portanto, revisemos nossas ações, nossas prioridades, nossos objetivos; estão eles de acordo com os valores do Reino de Deus? Há uma recompensa de Deus à nossa espera, ou estamos satisfeitos com as recompensas deste mundo? Onde está o seu tesouro? Procure, e lá você também achará o seu coração (Mateus 6:21).


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sexta-feira, 13 de junho de 2014

El justo y lo injusto, según Dios



José Augusto de Oliveira Maia
 
13.06.2014
 
 
Justo y lo injusto; aquí son dos términos que son muy comunes en nuestro día a día; constantemente encontramos frente a la tarea de decir si algo es justo o injusto, bueno o malo, correcto o no; más allá del claro desafío que nos plantea la pregunta es: ¿bajo qué criterios se evalúa lo que es justo o injusto?
En Apocalipsis 15:03b y 4 leemos: "Grandes y maravillosas son tus obras, Señor Dios Todopoderoso, justos y verdaderos son tus caminos, Rey de los santos. ¿Quién no te temerá, oh Señor, y engrandecerá tu nombre? Porque sólo tú eres santo. Todas las naciones vendrán y te adorarán, porque tus juicios se han manifestado ".
En primer lugar, tenemos que comprobar lo que la Palabra de Dios nos dice acerca de El mismo; en Isaías 40:21 - 26 leemos: "¿No sabéis? ¿No habéis oido? ¿Nunca os lo han dicho desde el principio? ¿No habéis sido enseñados desde que la tierra se fundó? El está sentado sobre el globo de la tierra, cuyos moradores son como langostas; Él extiende los cielos como una cortina, los despliega como una tienda para morar. Él torna en nada a los poderosos, y a los que gobiernan la tierra hace como que no hubieran sido. Como si nunca fueran plantados, como si nunca fueran sembrados, como si nunca su tronco hubiera tenido raíz en la tierra; y aun soplando en ellos se secan, y el torbellino los lleva como hojarasca. ¿Y a qué me haréis semejante, para que me comparéis? Dice el Santo Levantad en alto vuestros ojos y mirad quién creó estas cosas: él saca por cuenta su ejército; a todos llama por sus nombres; ninguna faltará por la multitud de sus fuerzas, y por la fortaleza de su fuerza.”
Impresiona la pregunta de Dios: ¿Y a qué me haréis semejante, para que me comparéis?" Más de observar una imposibilidad, la pregunta pone en tela de juicio nuestra pretensión de comparar a Dios con otra persona (incluso, tal vez, nosotros mismos).
Isaías 40:13 y 14 sigue pone ante nosotros la difícil pregunta: "¿Quién enseñó al Espíritu del Señor, o le aconsejó enseñándole? ¿A quién demandó consejo para ser avisado? ¿Quién le enseñó el camino del juicio, o le enseñó ciencia, o le mostró la senda de la prudencia?
Por otro lado, la misma Palabra de Dios dice acerca de nosotros en Isaías 40:6 - 8b: "Voz que decía: Da voces. Y yo respondí: ¿Que tengo que decir a voces? Toda carne es hierba, y toda su piedad como flor del campo. La hierba se seca, y la flor se cae; porque el Espíritu del Señor sopló en ella. Ciertamente hierba es el pueblo. Se seca la hierba, se cae la flor; mas a palabra del Dios nuestro permanece para siempre. ". Versos 15-17: “He aquí que las naciones son estimadas como la gota de un acetre; y como el orín del peso; he aquí que hace desaparecer las islas como polvo. Ni todo el Líbano bastará para el fuego; ni todos sus animales para el sacrificio. Como nada son todos los gentiles delante de él; y en su comparación serán estimadas en vanidad y en menos que nada. ".
Aquí el tamaño de las pretensiones humanas! Una gota en un acetre, el orín del peso, un grano de arena ... ninguno de nosotros jamás se molestaron en mantener tal cosa en una caja que era tan preciosa? Nuestra existencia es tan dependiente de la voluntad de Dios, que su aliento sólo para eliminarnos. Duro? , es difícil, pero es la simple realidad ...
Pero Dios, además de ser quien es, tiene un carácter completamente opuesto a nosotros; es simplemente inmutable, y por lo tanto, sólo sus criterios son válidos. En Malaquías 3:6 el Señor nos dice: "Porque Yo soy el Señor, no me he mudado; y así vosotros, hijos de Jacó, no habéis sido consumidos.”; y Santiago 1:16, 17 completa: "Hermanos míos muy amados, no erréis. Toda buena dádiva, y todo don perfecto es de lo alto, que desciende del Padre de las lumbres, en el cual no hay mudanza, ni sombra de variación.”.
Volviendo a la pregunta inicial: ¿bajo qué criterios se evalúa lo que es justo o injusto?
Mirando el mundo que nos rodea, si adoptamos un criterio propio, no veremos nada en la perspectiva perfecta de Dios; la evaluación de los eventos con lentes humanos, justificamos lo que Dios condena, y condenamos lo que Dios aprueba; parámetros inmutables y sagrados de la justicia de acuerdo con Dios son en su Palabra, la Santa Biblia, y sólo es sumiso a ella, debemos dar el veredicto: "esto es justo; esto es injusto.”.
Isaías 5:20, 21, nos advierte: "¡Ay de los que a lo malo dicen bueno, y a lo bueno malo; que hacen de la luz tinieblas, y da las tinieblas luz; que tornen lo amargo dulce, y de lo dulce amargo! ¡Ay de los sabios en sus propios ojos, y de los que son prudentes delante de sí mismos!”.
Hijos de Dios, la verdadera justicia está en Su Palabra; no se deje engañar, impulsado por criterios de justicia en el mundo, condenados por Dios. "Escudriñemos nuestros caminos, y busquemos, y volvámonos al Señor." (Lamentaciones 3:40).


quarta-feira, 21 de maio de 2014

O que é justo ou injusto, segundo Deus


por: José Augusto de Oliveira Maia
21.05.2014


Justo e injusto; eis aqui dois termos que são muito comuns no nosso dia-a-dia; constantemente nos vemos diante da tarefa de dizer se algo é justo ou injusto, certo ou errado, correto ou não; além do claro desafio que isso nos impõe, fica a questão: sob que critérios avaliamos o que é justo ou injusto?
Em Apocalipse 15:3b e 4 lemos: "Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos."
Primeiramente, temos que verificar o que a Palavra de Deus nos diz sobre Ele; em Isaías 40:21 - 26 lemos: "Será que vocês não sabem? Nunca ouviram falar? Não lhes contaram desde a antiguidade? Vocês não compreenderam como a terra foi fundada? Ele se assenta no seu trono, acima da cúpula da terra, cujos habitantes são pequenos como gafanhotos. Ele estende os céus como um forro, e os arma como uma tenda para neles habitar. Ele aniquila os príncipes e reduz a nada os juízes deste mundo. Mal eles são plantados ou semeados, mal lançam raízes na terra, Deus sopra sobre eles, e eles murcham; um redemoinho os leva como palha. ‘Com quem vocês me compararão? Quem se assemelha a mim?' , pergunta o Santo. Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer!”
Impressiona a pergunta de Deus: "Com quem vocês me compararão?" Mais do que constatar uma impossibilidade, a pergunta coloca em cheque nossa pretensão de comparar Deus com mais alguém (até, talvez, conosco mesmos).
Isaías 40:13 e 14 ainda coloca diante de nós a difícil pergunta: “Quem definiu limites para o Espírito do Senhor, ou O instruiu como seu conselheiro? A quem o Senhor consultou que pudesse esclarecê-lo, e que lhe ensinasse a julgar com justiça? Quem Lhe ensinou o conhecimento ou lhe aponta o caminho da sabedoria?” Teríamos sido eu, ou algum de vocês, meus amigos???
Por outro lado, a mesma Palavra de Deus declara a respeito de nós, em Isaías 40:6 - 8b: “Uma voz ordena: ‘Clame’. E eu pergunto: ‘O que clamarei?’ ‘Que toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória como as flores do campo. A relva murcha e cai a sua flor, quando o vento do Senhor sopra sobre eles; o povo não passa de relva." Os versículos 15 a 17 completam: “Na verdade as nações são como a gota que sobra do balde; para Ele são como o pó que resta na balança; para Ele as ilhas não passam de um grão de areia. Nem as florestas do Líbano seriam suficientes para o fogo do altar, nem os animais de lá bastariam para o holocausto. Diante d'Ele todas as nações são como nada; para Ele são sem valor e menos que nada.”
Eis o tamanho das pretensões humanas! A gota de um balde, o pó das balanças, um grão de areia...alguém de nós já se preocupou em guardar uma coisa dessas num cofre, tão preciosa que era? Nossa mera existência é tão dependente da vontade de Deus, que basta o Seu sopro para nos eliminar. Duro? Sim, é duro, mas é a mais simples realidade...
Mas Deus, além de ser quem Ele é, tem uma característica completamente oposta a nós; Ele é simplesmente imutável, e por isso mesmo, só os seus critérios são válidos. Em Malaquias 3:6 o Senhor nos diz: “De fato, eu, o Senhor, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos.” E Tiago 1:16 e 17 completa: “Meus amados irmãos, não se deixem enganar. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.”
Voltando a questão inicial: sob que critérios avaliamos o que é justo ou injusto?
Olhando para o mundo ao nosso redor, se adotarmos nossos próprios critérios, não enxergaremos nada sob a ótica perfeita de Deus; avaliando os acontecimentos com lentes humanas, justificaremos aquilo que Deus condena, e condenaremos o que Deus aprova; os imutáveis e santos parâmetros da justiça segundo Deus estão em Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, e é unicamente submissos a ela, que devemos dar o veredicto: 'isto é justo; isto é injusto.'.
Isaías 5:20, 21, nos adverte: "Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião."

Filhos de Deus, a verdadeira justiça está em Sua Palavra; não nos deixemos enganar, levados pelos critérios de justiça do mundo, condenados por Deus. "Examinemos e submetamos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor." (Lamentações 3:40).


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sábado, 10 de maio de 2014

A FÉ CRISTÃ - SUA HISTÓRIA E SEUS ENSINOS

A todos os amigos e irmãos em Cristo que tem privilegiado meu blog com seus acessos: gostaria de compartilhar com vocês a grande alegria de, após 6 anos de trabalho, finalmente publicar meu livro "A FÉ CRISTÃ - SUA HISTÓRIA E SEUS ENSINOS", falando sobre a História do Cristianismo, desde os tempos dos apóstolos de Cristo, até os nossos dias. O livro está publicado através do site CLUBE DE AUTORES, e todos aqueles que quiserem saber mais sobre a publicação, poderão encontrá-la no link abaixo. 


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O livro está organizado em 8 capítulos, divididos nas seguintes épocas:
Anos 33 a 100 - Cristianismo primitivo
Anos 101 a 312 - O cristianismo no Império Romano pagão
Anos 313 a 768 - A era do Império Romano cristão
Anos 769 a 1.516 - O Santo Império Romano
Anos 1.517 a 1.648 - A Reforma
Anos 1.649 a 1.788 - A ortodoxia: razão, espiritualismo e avivamento
Anos 1.789 a 1.913 - Missões e denominações
Anos 1.914 a ????? - O cristianismo no mundo atual
Dentro de cada capítulo, trato dos aspectos históricos, do relacionamento Igreja x Estado, da organização eclesiástica e do desenvolvimento teológico, em cada um destes períodos.
A todos aqueles que me derem o privilégio de ler meu livro, de antemão agradeço, e desejo que Deus os abençoe através da leitura, tanto quanto me abençoou através da escrita.
Um abraço!

domingo, 20 de abril de 2014

The Bible authority, the Christian and the world

by: José Augusto de Oliveira Maia
 
14.04.2014
 
 
It is very common these days we hear people questioning the Bible and its contents; an interesting aspect of this phenomenon is to realize that many people doing this questioning, never studied or simply read the Bible from cover to cover, in an orderly and systematic manner; recently, I read the following sentence about it: "A person who says he doesn’t like the Bible, certainly never read it.". But questioning the Word of God is not something new.
 
Already in Genesis 3:1 - 10, we see that the strategy of the serpent to deceive Eve was based on two points: confuse what God had said (v. 1), and contradict what God says (v. 4 and 5).
 
Eva had a similar profile to that of many people these days; she demonstrated know the Word of God (v. 2 and 3), but didn’t have enough faith in God and what He said, letting herself be seduced by the serpent had said, and the attractiveness of the fruit (v. 6).
 
Analyzing the behavior of Adam and Eve, realized they both knew the Word of God, and knew they were indebted to it; otherwise, they would have asked God to see that his eyes were open, but didn’t do it; instead, they were afraid and tried to hide from God.
 
The Christian faith always had as one of its foundations recognize the Bible as the Word of God, divinely inspired; for many centuries, the Bible has remained hidden from the eyes of the people, who could not read; but even if they did, the biblical text was usually kept in Latin, a unknown language for most people, and was not translated into the common language of the people; this was Satan's strategy to keep people in ignorance about the Bible and its contents, leaving the field open for the proliferation of sin, separation from God and condemnation to hell.
 
But the Reformation of the sixteenth century with Martin Luther, John Calvin, John Knox and others, brought the Bible into the language of the common people; where the knowledge of the Bible and its contents in the language of the people came, it wasn’t possible to prevent the advance of reform movements; the Gospel has been proclaimed and understood, leading people to repentance and salvation of their souls, reconciled to God through faith in the atoning sacrifice of Jesus Christ.
 
But today, the strategy has changed, returning to the old question of the divine inspiration of Scripture and the authority of the Bible, trying to invalidate not only the Christian doctrine, but also the very message of the Gospel.
 
The apostle Peter spoke about this problem (II Peter 3:15 - 17); proclaiming the Scriptures as the Word of God, and recognizing the same divine inspiration in the writings of the apostle Paul, predicted the condemnation of those who distorted the contents of the Bible; the same strategy of Satan in the Garden of Eden was repeated in the times of the apostles, and even today, continues to be used.
 
The world lives today problems like hunger, poverty, wars, diseases, moral decay, excessive ambition and degradation of nature, certainly in proportions never seen before, and without showing signs of consistent solution; however, people continue to reject God and His Word, the Bible, on behalf of a purely rational understanding of the world; this evil and its consequences had been foreseen by the apostle Paul almost 2,000 years ago (II Timothy 4:1 - 4).
 
So, awake all those who call themselves Christians, because you cann’t be sons of God and at the same time rejecting the authority of the Bible in your own life (James 1:21 - 25); the rejection of the Bible as the divinely inspired Word of God inevitably continue leading the world to its final destruction.